| Reforma em terminal de Curitiba irrita usuários |
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Há oito meses os moradores de Curitiba convivem com a reforma em 18 terminais de ônibus. As obras estão previstas para terminar em junho, mas até lá os usuários têm de conviver com buracos, ferramentas e muita confusão. O objetivo é solucionar problemas antigos – como goteiras e banheiros precários –, mas há reclamações porque os terminais têm de continuar funcionando devido ao grande volume de passageiros. Os usuários dizem que falta sinalização e estrutura para absorver o vaivém de pessoas todos os dias.A diarista Márcia Fernandes, de 56 anos, sofreu acidente na última quinta-feira no terminal Campina do Siqueira. Ela voltava da rodoviária às 22 horas quando desembarcou no terminal. O problema é que na plataforma de desembarque da porta três há um buraco. Quando o ônibus abriu a porta ela desceu e caiu. O resultado foram luxações, hematomas e o risco de ter de operar uma perna. Não havia sinalização no local indicando que os pedestres não poderiam descer. Nesta semana o médico dirá quando ela pode voltar ao trabalho. “Estou sem poder trabalhar e sem receber. Já juntei toda a documentação e vou entrar com ação contra o município”, reclama. Segundo a prefeitura, a obra é o maior investimento nos terminais desde que foram construídos, nos anos 80. Desde então, não houve grandes obras para solucionar os problemas – que vão desde a necessidade de pintura até falta de sinalização e espaço para pedestres aguardarem os ônibus. Hoje 17 terminais estão em reforma, com 60% das obras concluídas em média. São eles: Santa Cândida, Boa Vista, Fazendinha, Caiuá, Carmo, Sítio Cercado, Oficinas, Centenário, Bairro Alto, Campina do Siqueira, Campo Comprido, Santa Felicidade, Portão, Capão Raso, Boqueirão, CIC e Barreirinha. Fonte: Gazeta do Povo |

