| “Quo Vadis?” |
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Dizem que para vencer uma guerra não se pode levar
dois tipos de combatentes: o Oficial só de Divisas e o soldado “só de
iniciativa”; o primeiro, apenas acadêmico e sem prática, vai tratar de suas
teorias de vanguarda, podendo colocar tudo a perder; o segundo põe a “cara pra
bater” sem pensar ou seguir instruções, pode explodir sua própria trincheira.
Numa guerra não existe o “pode ser”, só existe o “tem que ser”. E aí somente a
competência (conhecimento, com habilidade e atitude) dará o resultado esperado.
Aqui, longe dos inimigos e do poderio bélico, a batalha é o “dia-a-dia”. Estar num mercado competitivo e a necessidade de proteger nossa família estabeleceram regras e metas que ainda não entendemos bem. Vemos que os trabalhos em equipe na maioria das vezes acabam em fracassos ou sucessos apenas parciais. Ter sucesso, receber os elogios, desfrutá-lo, humanizá-lo, transformá-lo em resultado e tornar a ter sucesso fica impossível. Por que será? Ao tentar compreender esse fenômeno, deve-se partir do princípio de que não se consegue nada sozinho, e é por isso que se montam equipes (mesmo atletas de modalidades individuais precisam de equipe: treinador, preparador físico, nutricionista, acompanhamento médico, psicológico, etc...) e que na sua formação se buscam os melhores elementos dentro das possibilidades ou exigências. Vamos tentar descobrir as causas de pouco resultado? Como um time bem formado (pessoas selecionadas e com remuneração nos padrões do mercado) não consegue ter ganhos ou continuidade de ganhos? Rapidamente vamos perceber os problemas: os membros da equipe competem entre si, de forma a aparecer mais que o outro, ter mais sucesso ou buscar mais dinheiro que o outro. Percebemos que seus membros não estão direcionados para o objeto maior do propósito da equipe, que é o objetivo da existência do grupo. Irrestritamente membros das equipes fazem atividades isoladas, desarticuladas ou atuando de maneira crítica ao seu companheiro. Nessas circunstâncias, se obtido sucesso, aqui ou acolá, serão casuais e efêmeros (”O que quer dizer ‘efêmero’?”, diria o Pequeno Príncipe da história de Antoine de Saint Exupéry – quer dizer "ameaçado de próxima desaparição"). Numa empresa temos várias equipes: a administrativa, a de produção, a de manutenção, a de auditoria, a de direção, etc... sua soma forma outra grande equipe. Uma Prefeitura (para dar mais um exemplo), também, tem equipes em cada Secretaria, em cada Departamento, etc... Os discursos são os formais “união é colaboração”. Quando o sucesso não é alcançado, a pergunta vem: “Por quê?” A competitividade interna em níveis pessoais e a mera crítica ao companheiro, desvia totalmente o foco do grupo, que estará mais interessado em se justificar ou vencer alguém interno. Às vezes olhamos para o lado e vemos equipes de fama e longa história de sucesso, que poderiam servir de exemplo. E são muitas. E são equipes. Como é que isso acontece? Como é que pode? Chega a dar inveja. Comparamos e não descobrimos o segredo. Parecemos melhores e não conseguimos dar resultados melhores. Reflexão: cada um de nós faz parte de uma equipe (de várias equipes: na vida particular, no trabalho ou no lazer) e muito mais que a competência (capacidade de mobilizar, articular e colocar em ação valores, conhecimentos e habilidades necessários para o desempenho eficiente e eficaz) precisa ter atitudes de QUALIDADE. Se estiver no grupo e não for para isso, é melhor perguntar “Aonde vais?”. Talvez seja melhor não estar na batalha.
João Francisco Stocco Gerente de Operações |

