| Exposição conta a história do ônibus |
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Mostra de veículos novos e antigos em Curitiba levou o visitante a um passeio pela trajetória do transporte coletivo urbano e rodoviário no país.
Além do público em geral, a exposição atraiu colecionadores, historiadores, estudantes de Turismo, agentes de viagem e empresários e trabalhadores do setor. “O foco da Exponi não é o negócio. A ideia é oferecer a oportunidade de comparar os veículos de diversas idades e perceber a evolução no segmento”, destaca Osvaldo Teodoro Born, um dos idealizadores do evento. Segundo ele, outra finalidade é a de incentivar uma visão mais positiva sobre o transporte coletivo e a sua funcionalidade, especialmente nos grandes centros onde há intenso fluxo de carros. “O transporte de passageiros é sempre visto em demérito do transporte individual”, salienta. Este ano, a Exponi ocorreu no dia 21 de março, na garagem da Transpen, em Curitiba. Por lá desfilaram de raridades a carros luxuosos. Entre os antigos, uma das atrações foi o motorhome de Odenis Guimarães, de Colombo. O veículo é um Nimbus Furcare Mercedes-Benz e vem equipado com fogão, cama, tevê e outros itens comuns a uma casa. No setor de transporte urbano, destaque para os articulados e biarticulados com tecnologias que incluem motores eletrônicos (diminuindo a emissão de poluentes) e elevadores para cadeirantes. “Curitiba foi uma das pioneiras na acessibilidade e antecipou à legislação que no fim de 2008 passou a exigir que os veículos urbanos tenham elevadores já de fábrica”, afirma Born. A capital paranaense também foi a primeira no mundo a utilizar comercialmente os modelos de duas articulações, com 25 metros de comprimento. Os ônibus Double-Decker (dois pisos) chamaram a atenção. Além do visual imponente, eles trazem motores de até 420 cv e oferecem o máximo de conforto. “Os ônibus de turismo, por exemplo, possuem comodidade superior ao da maioria dos aviões. Pouca gente sabe disso antes de viajar em um deles”. E para que as pessoas entendessem como nasce um ônibus, houve a presença de um chassi articulado, no qual posteriormente receberá uma carroceria. No Brasil, cada ônibus leva o nome de dois fabricantes diferentes, aquele que produz a base mecânica (motor e longarina) e outro que monta a “parte visível” do veículo, chaparia (laterais, frente, teto e traseira) e interior (bancos e sanitários). Fonte: Gazeta do Povo |

