Fura-catracas continuam sem punição e prejuízo com invasões passa dos R$ 4,5 milhões por ano

Um ano após ser sancionada, a legislação que prevê multa aos fura-catracas do transporte público de Curitiba ainda não está em vigor. Enquanto não são desenvolvidos mecanismos de fiscalização pela prefeitura, o Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) estima que o prejuízo mensal médio causado pelos invasores esteja ultrapassando R$ 400 mil. Em um ano, o desfalque no caixa passa dos R$ 4,5 milhões. Por dia, segundo o sindicato, cerca de 3,8 mil passageiros entram nos ônibus sem pagar.

O ranking que foi divulgado pelo Setransp  apresenta como campeã de invasões a estação-tubo do Passeio Público, no sentido Terminal Santa Cândida. Em segundo lugar está o tubo Professor Maria Aguiar Teixeira, no bairro Capão da Imbuia, e em seguida vem a estação Antônio Lago, no Boa Vista. “Esse tipo de atitude lesa o passageiro pagante, que acaba sendo o maior prejudicado pelos fura-catracas“, diz o diretor de Transporte da Urbs, Antonio Carlos Araújo.

A lei prevê uma multa equivalente a 50 passagens de ônibus (R$ 212,50) para os infratores, dobrada em caso de reincidência. A fiscalização, conforme a lei sancionada, deve ficar a cargo da Guarda Municipal, através de ronda e denúncias através do 156. O invasor deve ser autuado e levado à delegacia, e para ser liberado terá que pagar a multa. Caso o infrator tenha menos que 18 anos, o pagamento caberá a seus responsáveis.

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